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quinta-feira, 15 de maio de 2014

ENTREVISTA - BRUNO CUNHA


Marília Cunha
Nome: Bruno Cunha
Idade: 30 anos
Cidade Natal: São João Del Rei- MG.
Profissão: Professor

Blog: Você faz doutorado em Filosofia, sobre o que você estuda?
Bruno: Eu estudo Filosofia Alemã, especificamente eu trato de um tema que é de ética, de um pensador alemão que se chama Immanuel Kant, este é motivo de eu estar indo para Alemanha estudar mais profundamente o pensamento deste filósofo. Na  Alemanha eu vou fazer um estágio de doutorado. Eu não termino o doutorado lá, eu assino um termo de compromisso no qual eu tenho que voltar para o Brasil para defender a tese na minha universidade, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Blog: Como surgiu esta oportunidade de estudar fora?
Bruno: Esta oportunidade é dada pela Capes, doutorado sanduíche, PSDE, que é o termo que eles usam para designar o doutorado sanduíche, só que antes de você se candidatar ao doutorado, você precisa de um convite de um professor da universidade.  Então antes de me candidatar, eu entrei em contato com um professor alemão que verificou meu projeto, viu que o projeto se adequava aos objetivos da pesquisa dele na Alemanha. Então ele me mandou uma carta convite de aceite na universidade alemã,  eu pude participar do processo seletivo, me candidatar ao doutorado sanduíche nesta universidade

Blog: Qual o nome da Universidade e onde se localiza?
Bruno: Esta Universidade fica em uma cidade chamada Mainz, próxima a Frankfurt que é um grande centro na Alemanha. A Universidade se chama  Johannes Gutenberg –Universitát.

Blog: Com quem você vai?
Bruno: Na verdade vou com minha esposa, sou recém casado e ela vai me acompanhar nesta nova experiência.

Blog: Quanto tempo você vai ficar lá?
Bruno: Um ano. Eu preciso voltar para poder terminar a tese e fazer a defesa. A princípio um ano.

Blog: Qual é a sua expectativa?
Bruno: Minha expectativa é das melhores, poder conhecer uma cultura diferente, um país diferente, ter contato um idioma muito peculiar, é uma experiência ímpar. Eu pretendo aproveitar o máximo, de todas as formas possíveis, para eu poder aprofundar e conhecer esta cultura tão bonita, o ambiente europeu.

Blog: Quando você estiver lá, o que você acha que sentirá mais falta da sua cidade?
Bruno:  Na verdade eu vou sentir falta de várias coisas, de tudo, sou sanjoanense, fui criado aqui,sou acostumado com diversos aspectos da cidade de São João Del Rei, em contrapartida a cidade de Maintz, ao analisar o ambiente, por mais que seja muito diferente, por ser  um ambiente europeu, é uma cidade universitária e não muito grande. Maintz é uma cidade com 200 mil habitantes e uma universidade com cerca de 30 mil. Então por mais que vai ser uma experiência diferente, eu acredito que vai ser algo parecido com São João Del Rei ,em alguma medida, porque é uma cidade histórica e universitária. Mas eu vou sentir falta de muita coisa, da minha família, dos meus amigos desse clima hospitaleiro de São João Del Rei e da comida, com certeza eu  vou estranhar o tipo de alimentação que eles têm na Alemanha.

Blog: Você vai levar algo para não se esquecer da sua cidade natal?
Bruno: Pretendo levar cartões postais da cidade, vídeos e fotos da família, para quando a saudade bater.

Blog: O que São João Del Rei significa para você?
Bruno: São João significa muito para mim, eu tenho uma relação muito próxima com esta cidade. Uma cidade acolhedora, por isso nós vemos que os estudantes que vem de fora, eles tem certa dificuldade de voltar para casa depois. Podemos notar que São João Del Rei é uma cidade diferenciada, ela tem um certo sentimento, um clima diferente que abriga muita gente.Então eu acho que isso será um fator negativo, de separação quando eu for para a Alemanha, porque realmente São João Del Rei é uma cidade que a gente sente um clima muito amistoso e de receptividade.


terça-feira, 13 de maio de 2014

AURELIANO PIMENTEL

Aureliano Pereira Corrêa Pimentel nasceu em São João del - Rei, em 26 de novembro de 1830, filho do  capitão-mor João Pereira Pimentel e de Jesuína Cândida de Paula. Em sua cidade natal exerceu o magistério na Escola João dos Santos. Lecionou Filosofia no Colégio São Francisco de Assis, dirigido pelo padre João Batista do Sacramento. Ensinou Filosofia, Latim, Português e Literatura em diversas localidades, sempre respeitado por sua notável erudição e probidade.
Em Ouro Preto e no Rio de Janeiro submeteu-se a três memoráveis concursos públicos para o exercício do magistério. Defendeu erudita tese para provimento da cátedra de Português do Imperial Colégio de D. Pedro II, no qual exerceu o cargo de reitor. A nomeação de Aureliano para o cargo causou surpresa nos meios intelectuais. Informa Carlos de Laet que, na ocasião, ouviu de D. Pedro a explicação seguinte: “É um sábio, um verdadeiro erudito que descobri em São João del-Rei”.
Em 1883, defendeu tese para o Concurso à Cadeira de Latim. Em 1854, casou-se com Mariana Cândida de S. Tiago, falecida no Rio de Janeiro, em 1886. Filhos do casal: Pe. João Pereira Pimentel, Dr. Vicente, médico, Mécia Helena, Afonso Pimentel. Viúvo, casou-se com Hosana Muller, com quem teve três filhos: Iago Vitoriano Pimentel,  Hildebrando e Mercês.
A Lei Municipal nº 215, de 05/06/1909, deu o nome de Aureliano Pimentel a uma das ruas de São João del-Rei. Foi o 1º Presidente da conferência Vicentina de N. Sra. do Pilar a mais antiga de Minas Gerais, instalada a 14/02/1875. No dia 14/06/1940, foi inaugurado na Escola Estadual de 1º Grau Aureliano Pimentel, o retrato do Patrono do Estabelecimento. Faleceu a 31/12/1908 e foi sepultado a 01/01/1909 no cemitério da Ordem de N. Sra do Carmo.
O nome do comendador Aureliano Pereira Corrêa Pimentel na galeria das personalidades notáveis  de São João del-Rei, perpetuará para prosperidade exemplos de vida de probidade, inteligência, amor ao estudo e desprendimento.

FRANKLIN MAGALHÃES

 Trineto de um sargento-mor e grande minerador do ouro, filho das segundas núpcias de um comendador com Ambrosina Carlota, foi membro da Academia Mineira de Letras, sendo o primeiro sanjoanense a ter uma cadeira. “Enamorado de sua terra natal, deixou belas produções poéticas, nas quais exaltou as tradições e os encantos sanjoanenses”. Tido como presença marcante no teatro, era “um fulgurante poeta, grande animador dos espetáculos”.

Segundo Cintra, foi um dos maiores versejadores poéticos de Minas. Em suas conferências humorísticas, usava os pseudônimos de Zabumba, Zebedeu, Sylvano, Dadinho, Saulo e Laurindo. Além da atividade de professor de línguas em escolas de diversas cidades mineiras, colaborou em revistas e jornais do Rio, São Paulo e Belo Horizonte. Publicou oito obras, com destaque para “Calva à mostra”, de 1910. Teve duas filhas com Ana. Morreu em 1968, no Rio de Janeiro. Com certeza, para a posteridade, Franklin Magalhães será lembrado como o promotor de “piqueniques originais”, aos quais compareciam apenas ele mesmo, “seu frango preparado, uma garrafa de vinho, pão, uma toalha, lápis e papel para anotação de versos”. 

NHÁ CHICA

Filha e neta de escravos, Francisca de Paula de Jesus nasceu em 1810, no povoado de Santo Antônio do Rio das Mortes Pequeno, um dos atuais cinco distritos de São João del-Rei,  onde também foi batizada no dia 26 de abril de 18101 . Pouco tempo depois sua família mudou-se para a cidade de Baependi, no sul deste estado, onde ela viveu até 14 de junho de 18952 , data de seu falecimento. Francisca foi sepultada dia 18 de junho no interior da capela dedicada à Nossa Senhora da Conceição, mandada construir por ela.
Francisca ficou órfã aos dez anos. Mulher humilde, era fervorosa devota de Nossa Senhora da Conceição, e, a pedido da mãe, passou a vida inteira a dedicar-se à prática de caridade. Leiga, foi chamada ainda em vida de "a mãe dos pobres", sendo respeitada por todos os que a procuravam, desde os mais humildes aos homens do Império. Durante 30 anos, reuniu doações para construir a capela de Nossa Senhora da Conceição, onde hoje funciona o Santuário da Conceição, na cidade mineira de Baependi. Francisca de Paula de Jesus era conhecida por Nhá Chica, sendo que "nhá" é corruptela de "sinhá", por sua vez corruptela de senhora, forma respeitosa de se tratar aos mais velhos.
A sua beatificação aconteceu no dia 4 de maio de 2013, em Baependi, em cerimônia presidida pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, o cardeal Angelo Amato, representante da Santa Sé, que anunciou a data de 14 de junho como a festa litúrgica em memória de Nhá Chica. Desta forma, Nhá Chica se tornou a primeira leiga e negra brasileira a ser declarada beata pela Igreja Católica.

FOTO: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/05/01/interna_gerais,380071/alicerces-da-fe-sao-revelados-na-capela-de-nha-chica.shtml 

CARDEAL DOM LUCAS MOREIRA NEVES

Dom Lucas Moreira Neves, nome civil: Luiz Moreira Neves, nasceu em São João del - Rei, MG, em 16 de setembro de 1925. Filho de Telemaco Victor Neves, bibliotecário municipal em São João del - Rei, professor de música e regente da bicentenária Orquestra Ribeiro Bastos, de São João del - Rei, e de Margarida Alacoque Moreira Neves, professora primária. Fez o curso primário no Grupo Escolar João dos Santos (1933-36) e o secundário no Ginásio Santo Antônio (1937-38), ambos em São João del - Rei, e no Seminário Menor de Mariana.
Luís Moreira Neves ingressou na Ordem dos Dominicanos no dia 6 de março de 1944, aos dezoito anos de idade, passando a se chamar Frei Lucas. Emitiu os primeiros votos no dia 7 de março de 1945 e professou solenemente no dia 7 de março de 1948, no convento de Saint-Maximin, na França.
Dom Lucas era dominicano, sacerdote, prelado, ex-arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, faleceu no Vaticano, em 8 de setembro de 2002.

Mais informações aqui.
FOTO: http://www.eclesiales.org/portugues/arquivo/9901-3.htm

JOAQUIM JOSÉ DA NATIVIDADE

Joaquim José da Natividade, nasceu em São João del-Rei, apesar de não haver registro de nascimento, segundo o Almanaque Sul Mineiro para 1884, de Bernardo Saturnino da Veiga: “tem a igreja, (de São Tomé das Letras - MG) interessantes pinturas em seu teto e paredes, devidas ao pincel do habilíssimo artista Joaquim José da Natividade, natural de São João del-Rei.” Não é possível saber a da exata do seu nascimento pois desapareceram dos arquivos locais os registros e os livros paroquiais anteriores ao ano de 1883. Segundo o restaurador Carlos magno de Araújo, nasceu provavelmente na segunda metade do século XVIII.

Natividade foi um pintor mulato responsável pela ornamentação pictórica em várias igrejas de Minas Gerais entre 1785 e 1824. Seu estilo é comparável ao pintor ilusionista sacro Manuel da Costa Ataíde.

É atribuída sua autoria à pintura dos forros da Igreja de São Miguel do Cajuru, além do forro da nave da Matriz de Nossa Senhora da Conceição em Cassiterita (atual Conceição da Barra de Minas) e do forro da nave e capela-mor da Matriz de São Tomé das Letras.

Segundo a pesquisadora Myriam Ribeiro é possível que Natividade tenha aprendido seu ofício com João Nepomuceno Correia e Castro.

Mestre Natividade, como era também chamado, fez o seu primeiro trabalho, ou seja, sua primeira pintura, no altar mor da Igreja de Nossa Senhora da Conceição na cidade de Carrancas no sul de Minas Gerais. A Igreja foi construída por escravos por volta de 1721; feita de blocos gigantes de quartzito, que chegam a pesar até uma tonelada.

DOM ANTÔNIO DE ALMEIDA LUSTOSA

Nasceu em São João del-Rei-MG, 11 de fevereiro de 1886. Ingressou na congregação salesiana no dia 29 de janeiro de 1905. Foi ordenado sacerdote no dia 28 de janeiro de 1912, em Taubaté-SP, pelas mãos de Dom Epaminondas Nunes d'Ávila e Silva, bispo de Taubaté-SP. Como padre salesiano, ensinou filosofia e teologia. Foi mestre de noviços, diretor e vigário.

Dom Lustosa faleceu no dia 14 de agosto de 1974, aos 88 anos de idade, na casa salesiana de Carpina, Pernambuco, Brasil, onde viveu os seus últimos quinze anos. Está sepultado na catedral de Fortaleza, Ceará.
Em 1993 a Arquidiocese de Fortaleza abriu o processo canônico para sua canonização. Em Belém do Pará, no dia 1º de janeiro de 2006 o Arcebispo de Belém Dom Orani Tempesta assinou o processo arquidiocesano, remetendo-o para Roma.

TANCREDO NEVES

Nasceu em São João del- Rei em 4 de março de 1910. Em 1932 formou-se em direito em Belo Horizonte. Advogado e promotor de justiça em sua cidade natal, onde em 1935 iniciou a vida política, como vereador e presidente da Câmara Municipal. A seguir foi deputado estadual pelo Partido Social Democrático (PSD), em 1947-1950, deputado federal em cinco legislaturas (1951-1955 e 1963-1978), secretário de Fazenda de Minas Gerais (1958-1960) primeiro-ministro no governo João Goulart, senador (1979-1982), governador de Minas Gerais (1983-1984) e presidente da república, eleito em 1985 pelo colégio eleitoral.

Foi um dos articuladores da candidatura de Juscelino Kubitschek à presidência e seu influente conselheiro em assuntos políticos e econômicos, embora sem mandato parlamentar. Primeiro-ministro em 1961-1962, soube atenuar as tensões políticas, que traziam a permanente ameaça de golpe militar. Com o presidencialismo, renunciou com todo o ministério e candidatou-se à Câmara dos Deputados. Eleito, foi mais uma vez moderador como líder da maioria, mas não conseguiu impedir a queda de Goulart.

Durante o regime militar, Tancredo Neves atuou no movimento nacional pela redemocratização. Em 1965, com a reforma partidária, integrou-se no Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Com a extinção do bipartidarismo, foi fundador, em 1979, do Partido Popular, mais tarde, em vista da proibição das coligações partidárias, absorvido pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), do qual Tancredo foi eleito vice-presidente. Eleito em 1983 governador de Minas Gerais, tornou-se nome de consenso das correntes de oposição ao regime.

Derrotada na Câmara dos Deputados a emenda constitucional que determinava a realização de eleições diretas para a escolha do sucessor do presidente João Figueiredo, Tancredo Neves teve seu nome lançado para concorrer no colégio eleitoral, onde a 15 de janeiro de 1985 derrotou o candidato do Partido Democrático Social (PDS), Paulo Maluf. Em 14 de março de 1985, véspera de sua posse, foi submetido a uma cirurgia de urgência, em Brasília, para extirpação de um tumor benigno no abdome, mas seu quadro clínico complicou-se, devido a uma infecção hospitalar, segundo se noticiou. Transferido para o Instituto do Coração, em São Paulo SP, sofreu sucessivas operações, numa longa agonia que emocionou o país. Ali morreu, em 21 de abril de 1985.

Fonte: ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

TIRADENTES

Joaquim José da Silva Xavier nasceu na Fazenda do Pombal, propriedade de seu pai situada na circunscrição territorial da Vila de São João del-Rei, em 1746. Filho do português Domingos da Silva Xavier e Maria Paula da Encarnação Xavier. 
Foi um dentista, tropeiro, minerador, comerciante, militar e ativista político que atuou no Brasil colonial (1530-1815), mais especificamente nas capitanias de Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Brasil, é reconhecido como mártir da Inconfidência Mineira, patrono cívico do Brasil, patrono também das Polícias Militares dos Estados e herói nacional.

Negando a princípio sua participação, Tiradentes foi o único a, posteriormente, assumir toda a responsabilidade pela "inconfidência", inocentando seus companheiros. Presos, todos os inconfidentes aguardaram durante três anos pela finalização do processo. Alguns foram condenados à morte e outros ao degredo; algumas horas depois, por carta de clemência de D. Maria I, todas as sentenças foram alteradas para degredo, à exceção apenas para Tiradentes, que continuou condenado à pena capital, porém não por morte cruel como previam as Ordenações do Reino: Tiradentes foi enforcado e esquartejado, com seu sangue se lavrou a certidão de que estava cumprida a sentença, tendo sido declarados infames a sua memória e os seus descendentes.

Sua cabeça foi erguida em um poste em Vila Rica (Ouro Preto, MG), tendo sido rapidamente cooptada e nunca mais localizada; os demais restos mortais foram distribuídos ao longo do Caminho Novo: Santana de Cebolas (atual Inconfidência, distrito de Paraíba do Sul), Varginha do Lourenço, Barbacena e Queluz (antiga Carijós, atual Conselheiro Lafaiete), lugares onde fizera seus discursos revolucionários. Arrasaram a casa em que morava, jogando-se sal ao terreno para que nada lá germinasse. O dia de sua execução, 21 de abril, é feriado nacional. A cidade mineira de Tiradentes, antiga Vila de São José do Rio das Mortes, foi renomeada em sua homenagem.

PADRE JOSÉ MARIA XAVIER

Padre José Maria Xavier nasceu em São João del-Rei, no dia 23 de agosto de 1819. Filho de João Xavier da Silva Ferrão e Maria José Benedita de Miranda. Realizou estudos de música, canto, clarineta e violino, com o tio, o compositor e professor Francisco de Paula Miranda.
Tornou-se um compositor sacro
 de primeira grandeza, suas obras são conservadas em arquivos de manuscritos musicais de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. Suas Matinas do Natal foram editadas na Alemanha e são raro exemplo de música sacra oitocentista mineira com partitura impressa.

Dentre suas obras, destacam-se o Ofício de Ramos, os Ofícios de Trevas e Sexta-Feira Maior que são tocadas até hoje nas celebrações da Semana Santa em São João del-Rei. 
Em 1872, recebeu a Medalha de Prata da V Semana Industrial Mineira como prêmio por suas obras. São muitas as referências a ele em obras literárias e históricas, assim como em relatos de viagens e diários.

D. Pedro II do Brasil a ele se refere em seu diário e menciona admiração pela obra do compositor, ouvida em uma de suas viagens (1881) e considerada a melhor obra mineira que conheceu. Faleceu na sua cidade natal em 22 de janeiro de 1887.

JOSÉ SANTANA DE CARVALHO - Amor e dedicação em cada melodia

O maestro e professor Tenente José Santana de Carvalho, nasceu em 3 de agosto de 1958, no distrito sanjoanense do Rio das Mortes. Filho de José Helvécio de Carvalho e Maria da Paixão de Carvalho, era primogênito de uma família de 10 irmãos. Casou-se com Marília Cristina dos Santos Carvalho, em 1987, com quem teve três filhos. Faleceu em 4 de abril de 2006.

De uma família de músicos, ainda jovem se interessou pela música, seus primeiros ensinamentos foram dos mestres da Banda de Música Lira do Oriente, no distrito onde nascera. Em 1972, mudou-se com a família para São João del-Rei e ingressou-se na Banda de Música Theodoro de Faria, dedicando-se cada vez mais e aprendendo ao lado de músicos com muita experiência como o Maestro Teófilo Inácio Rodrigues. Mais tarde ingressou na Orquestra Ribeiro Bastos, prestando muitos serviços a essa corporação e viajou muitas vezes por todo o país.

Iniciou sua carreira como músico militar no 11º Batalhão de Infantaria e Montanha, no ano de 1977, sendo promovido a cabo por aprovação em concurso e transferido em 1981 para o Regimento Sampaio, no Rio de Janeiro. Em agosto de 1989, já promovido como 3º sargento, foi transferido para prestar serviços no 4º Batalhão Especial de Fronteira, na cidade de Rio Branco - Acre.

Em 1993, retornou a cidade de São João del-Rei,  transferido para o 11º Batalhão de Infantaria e Montanha, atuando  aqui até junho de 1995, tendo sido reformado por problemas de saúde. Desde então, dedicou-se à obras sociais como voluntário, na Banda de Música Teodoro de Faria, Creche Celina Viegas e Sociedade de São Vicente de Paulo.

“Parecia que a vida dele era movida pela música e na ajuda aos outros. A dedicação era tamanha, que, às vezes, era preciso lembra-lo do cuidado que a sua saúde necessitava, da família e de si mesmo.” Confirma Marília, viúva do mesmo.

Neste período sua passagem pela Banda de Música Teodoro de Faria, ensinou para muitos, aquilo que sabia, exigindo também de seus alunos muita dedicação e compromisso para que se tornassem bons músicos. Muitos deles estão hoje atuando como professores e músicos em várias áreas da música em São João del-Rei.

Foi eleito presidente da Banda de Música Teodoro de Faria, exercendo seu mandato com extrema dedicação para preservação e conservação do patrimônio da mesma. Manteve vivo o compromisso desta corporação com a sociedade sanjoanense com o grupo sempre atuante.

Na Creche Celina Viegas, atuou como presidente e foi convidado para contribuir para a Escola de Música Luz do Amanhã, dando aulas de música para crianças e adolescentes da comunidade do Tejuco. Na Sociedade de São Vicente de Paulo, atuou na Conferência de São Caetano, como presidente, desempenhando um papel voltado para a caridade preocupando-se com o que poderia ser oferecido aos assistidos da mesma.

Recebeu homenagens por seus trabalhos realizados como músico. Na sede da Banda de Música Teodoro de Faria, seu nome foi dado a uma das salas de aula, além de ter na cidade de São João del-Rei, duas praças que têm seu nome: uma no Tejuco e outra no Residencial Dom Lucas; um concerto foi feito em sua homenagem utilizando-se de partituras por ele transcritas.

Por sua persistência, compromisso e entusiasmo pela música deixou-se levar pelo encanto das melodias e com dedicação, cumpriu sua missão de ensinar, hoje,  é exemplo de superação, esta que o levou a conquistar seus objetivos e ideais traçados por uma vida inteira. 

BÁRBARA HELIODORA

Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira, nasceu em São João del - Rei, Minas Gerais, em 1759. Filha de Dr. José da Silveira e Sousa e D. Maria Josefa Bueno da Cunha. Casou-se em 22 de dezembro de 1781, com o Inconfidente Alvarenga Peixoto, quando Maria Ifigênia, filha do casal, já contava três anos de idade. Desta união nasceram quatro filhos.
Em virtude de seu casamento com Alvarenga, e sua instantânea participação no movimento Inconfidente, Bárbara ganhou o título de "Heroína da Inconfidência Mineira". Segundo Aureliano Leite em "A Vida Heróica de Barbara Heliodora", "ela foi a estrela do norte que soube guiar a vida do marido, foi ela que lhe acalentou o seu sonho da inconfidência do Brasil … quando ele, em certo instante, quis fraquejar, foi Barbara que o fez reaprumar-se na aventura patriótica. Disso e do mais que ela sofreu com alta dignidade, fez com que a posteridade lhe desse o tratamento de Heroína da Inconfidência".
Ousada para sua época, Bárbara foi a primeira Mulher poetisa do Brasil, umas das ideologias organizadoras da inconfidência Mineira, teve uma filha antes do casamento e, mesmo depois de casada, fez questão de continuar com seu nome de solteira. Após a morte do marido, Bárbara ainda administrou os negócios da família, e cuidou da educação dos seus quatro filhos.
Bárbara viveu seus últimos anos na cidade de São Gonçalo do Sapucaí, onde mantinha propriedades com atuação na mineração e agricultura, comandadas em sociedade com seu compadre João Rodrigues de Macedo. Na mesma cidade morreu em 24 de maio de 1819, sendo sepultada na Igreja Matriz da cidade.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

ENTREVISTA - LUCAS MELO

Nome: Lucas do Sacramento Souza Melo
Idade: 18 anos
Cidade atual: Brasília - DF
Cidade Natal: São João Del Rei – MG

Blog: O que te levou a sair da sua cidade natal?
Lucas: A decisão de mudar de cidade surgiu com a proposta de mudar de polo administrativo de meu pai, em 2007 ele recebeu uma proposta interna do Banco do Brasil de se mudar para Brasília e trabalhar na Diretoria do Banco. Como se tratava de uma mudança radical tanto em questão de distância e financeira, decidimos então mudar para Brasília para dar um suporte familiar a meu pai já que a distância seria muito grande, diferentemente de anos anteriores que ele trabalhava em Belo Horizonte e nós morávamos em São João del - Rei.

Blog: Você mora sozinho? Com quem mora?
Lucas: Atualmente não moro sozinho, resido com meus pais e meu irmão.

Blog: Há quanto tempo se mudou sua cidade natal?
Lucas: Mudei de minha cidade fazem 6 anos, completados em janeiro de 2014.

Blog: O que tem na sua cidade atual que você gostaria de ter na sua cidade natal?
Lucas: A minha cidade atual possui uma possibilidade de crescimento financeiro e profissional que não encontro na minha cidade natal. Brasília hoje em dia é uma cidade que de dá um viés de crescimento muito grande, encontro aqui uma visão de vida diferenciada, o profissional aqui precisa ter um pensamento aberto para lidar com questões diferenciadas da vida por a cidade ser constituída de pessoas de diferentes localidades do país. Digo principalmente em minha área de atuação, aqui em Brasília possuo uma qualidade profissional e de participação da área jurídica que não encontro em São João del - Rei por exemplo, tenho contato direto com questões constitucionais voltadas para a política, possuo contato direto com Tribunais de Justiça Superiores que me trazem uma possibilidade de entendimento maior para aquilo que busco de objetivo dento da carreira jurídica. Apesar de São João del - Rei possuir seu polo do Poder Judiciário, é muito visível e perceptível que em Brasília para a minha devida carreira eu tenho uma possibilidade de crescimento muito maior.

Blog: O que da sua cidade natal te faz mais falta? Em que momento você sente/sentiu mais saudade?
Lucas: O que sinto mais falta da minha cidade natal é acerca das questões históricas que a cidade proporciona, encontros religiosos muito forte que não tenho tanto contato em minha cidade atual, principalmente também questões culturais que em São João del - Rei consigo viver intensamente e verificar com mais frequência. Eu senti e sinto mais falta de meus familiares que lá moram, sinto falta de ter aos fins de semana aquele contato direto com minha família e amigos.

Blog: Existe algo na sua cidade natal que você não sente falta?
Lucas: Sinto falta dos eventos culturais da minha cidade natal, como o carnaval da cidade (principalmente porque faço parte de escola de samba da cidade), sinto falta de festividades religiosas, de festividades da culinária local, de encontro entre amigos e até mesmo encontros entre familiares.

Blog: Pensa em voltar para a sua cidade natal? Se sim, quando?
Lucas: Penso sim em voltar para a cidade natal, porém penso em voltar somente quando me aposentar e quero ter uma vida com mais tranquilidade sem muitas responsabilidades, realmente para viver em âmbito de cidade mais tranquila, menos agitada.

Blog: São João del - Rei pra você é...?
Lucas: São João del - Rei para mim é uma cidade muito interessante, tenho um carinho muito grande por lá e não abro mão de todas as férias viajar para lá e pretendo cada vez mais ter laços de relacionamento com a cidade e com as pessoas da cidade. São João del - Rei para mim é uma cidade  que possui qualidades que não encontro em outra cidade, sempre me lembro e recordo de minhas aventuras e alegrias nessa cidade, pretendo sempre estar ligado a ela e assim como meus familiares pretendo encerrar meu ciclo de vida em São João del - Rei por ser uma cidade muito importante para mim.