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quarta-feira, 18 de junho de 2014

ENTREVISTA - JOÃO PAULO GUIMARÃES

Foi proposto em aula que entrevistássemos um profissional digital, para o blog http://profissionaisdigitais.wordpress.com/. A nossa escolha foi o Sanjoanense João Paulo Guimarães.

Blog: Como surgiu a vontade de escrever para este tipo de veículo, por que optou por trabalhar com Jornalismo online e há quanto tempo trabalha nessa área?
João Paulo: Tudo começou em 2002. Trabalhava na TV Inconfidentes. Depois que o sinal da TV parou de repetir em São João Del-Rei decidi criar um site de notícias (jpnoticias) para marcar posição. Na época foi a melhor opção para quebrar o monopólio nos meios de comunicação. Mas trabalho na área de comunicação desde 1985.

Blog: Como é sua rotina de trabalho?
João Paulo: Muito flexível…

Blog: Já atuou em outras áreas do jornalismo, se sim, qual a principal diferença entre elas e o jornalismo online?
João Paulo: Sim. O jornalismo on line difere no ineditismo, tem que ser algo novo para não cair no lugar comum da mídia tradicional. Mas isto sempre é um grande desafio.

Blog: Qual a maior dificuldade desse segmento?
João Paulo: Financiamento, sustentabilidade.

Blog: Como você avalia a importância deste veículo para levar informação ao público?
João Paulo: Hoje é fundamental, insubstituível, necessário… Embora seja uma mídia bem segmentada.

Blog: Qual sua dica para quem está começando a carreira de jornalista como jornalista online. O que é mais importante para um blog ter sucesso?
João Paulo: O mais importante é ter um orçamento baixíssimo, definir um nicho de mercado e focar nele. Nada de generalidades. A internet já é bastaste genérica. rsrs

segunda-feira, 16 de junho de 2014

ENTREVISTA - FILIPE AUGUSTO

Nome Completo: Filipe Augusto Felizardo de Paula
Idade: 20
Cidade atual: São João del - Rei
Cidade Natal: Sete Lagoas

Blog - O que te levou a sair da cidade natal?
Filipe - Desafio. Queria mudar a minha rotina de vida e a escolha por SJDR foi por conta disso. Não tinha ideia do que é morar sozinho, queria me testar e ver onde poderia aprender. E sinto que me conheci melhor aqui. Quando passei no vestibular da UFSJ (o que eu mais me dediquei), pensei – agora é hora. Vim encarar o desafio.

Blog - Você mora sozinho? Com quem mora?
Filipe - Atualmente divido o apartamento com outro colega, que até fazia jornalismo na minha turma, o Douglas, que é de Conselheiro Lafaiete. Morei sozinho durante 8 meses, depois de uma experiência não muito boa em república.

Blog - Há quanto tempo se mudou sua cidade natal?
Filipe - Não sei de conta direito, mas lembro da data que cheguei aqui: 27 de fevereiro de 2012.

Blog - O que tem na sua cidade natal que você gostaria de ter na sua cidade atual?
Filipe - Um suporte maior em infraestrutura. São João del-Rei, principalmente em trânsito, peca neste quesito. Qualquer intervenção, da menor que seja (um ônibus parado, um caminhão descarregando produtos em uma via movimentada) já traz uma lentidão no trânsito. Mas para mudar isso, teria que mudar o arquétipo da cidade, que é tricentenária, o que complica.

Blog - O que da sua cidade natal te faz mais falta? Em que momento você sente/sentiu mais saudade?
Filipe - Sinto falta do clima. Sete Lagoas é quente o ano todo, até no inverno. E aqui é bem temperado, e eu detesto o frio. Bem curioso, já que a maioria das pessoas que encontro falam que preferem o frio. É no inverno que sinto falta de lá.

Blog - Existe algo na sua cidade natal que você não sente falta?
Filipe - O marasmo. Por incrível que pareça numa cidade de grande porte, é que ela é bem parada. São João del-Rei tem uma efervescência cultural constante, e Sete Lagoas é uma cidade que parece viver para as indústrias, não há investimento.

Blog - Pensa em voltar para a sua cidade natal? Se sim, quando?
Filipe - Pretendo. Quando me formar em Jornalismo (daqui a 2 anos, aproximadamente), tenho a opção de ou voltar pra lá, ou ir para Belo Horizonte tentar a sorte (apesar da capital estar muito perto de lá).

Blog - São João del rei pra você é...?
Filipe - O impossível possível virando à esquina.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

ENTREVISTA - BRUNO CUNHA


Marília Cunha
Nome: Bruno Cunha
Idade: 30 anos
Cidade Natal: São João Del Rei- MG.
Profissão: Professor

Blog: Você faz doutorado em Filosofia, sobre o que você estuda?
Bruno: Eu estudo Filosofia Alemã, especificamente eu trato de um tema que é de ética, de um pensador alemão que se chama Immanuel Kant, este é motivo de eu estar indo para Alemanha estudar mais profundamente o pensamento deste filósofo. Na  Alemanha eu vou fazer um estágio de doutorado. Eu não termino o doutorado lá, eu assino um termo de compromisso no qual eu tenho que voltar para o Brasil para defender a tese na minha universidade, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Blog: Como surgiu esta oportunidade de estudar fora?
Bruno: Esta oportunidade é dada pela Capes, doutorado sanduíche, PSDE, que é o termo que eles usam para designar o doutorado sanduíche, só que antes de você se candidatar ao doutorado, você precisa de um convite de um professor da universidade.  Então antes de me candidatar, eu entrei em contato com um professor alemão que verificou meu projeto, viu que o projeto se adequava aos objetivos da pesquisa dele na Alemanha. Então ele me mandou uma carta convite de aceite na universidade alemã,  eu pude participar do processo seletivo, me candidatar ao doutorado sanduíche nesta universidade

Blog: Qual o nome da Universidade e onde se localiza?
Bruno: Esta Universidade fica em uma cidade chamada Mainz, próxima a Frankfurt que é um grande centro na Alemanha. A Universidade se chama  Johannes Gutenberg –Universitát.

Blog: Com quem você vai?
Bruno: Na verdade vou com minha esposa, sou recém casado e ela vai me acompanhar nesta nova experiência.

Blog: Quanto tempo você vai ficar lá?
Bruno: Um ano. Eu preciso voltar para poder terminar a tese e fazer a defesa. A princípio um ano.

Blog: Qual é a sua expectativa?
Bruno: Minha expectativa é das melhores, poder conhecer uma cultura diferente, um país diferente, ter contato um idioma muito peculiar, é uma experiência ímpar. Eu pretendo aproveitar o máximo, de todas as formas possíveis, para eu poder aprofundar e conhecer esta cultura tão bonita, o ambiente europeu.

Blog: Quando você estiver lá, o que você acha que sentirá mais falta da sua cidade?
Bruno:  Na verdade eu vou sentir falta de várias coisas, de tudo, sou sanjoanense, fui criado aqui,sou acostumado com diversos aspectos da cidade de São João Del Rei, em contrapartida a cidade de Maintz, ao analisar o ambiente, por mais que seja muito diferente, por ser  um ambiente europeu, é uma cidade universitária e não muito grande. Maintz é uma cidade com 200 mil habitantes e uma universidade com cerca de 30 mil. Então por mais que vai ser uma experiência diferente, eu acredito que vai ser algo parecido com São João Del Rei ,em alguma medida, porque é uma cidade histórica e universitária. Mas eu vou sentir falta de muita coisa, da minha família, dos meus amigos desse clima hospitaleiro de São João Del Rei e da comida, com certeza eu  vou estranhar o tipo de alimentação que eles têm na Alemanha.

Blog: Você vai levar algo para não se esquecer da sua cidade natal?
Bruno: Pretendo levar cartões postais da cidade, vídeos e fotos da família, para quando a saudade bater.

Blog: O que São João Del Rei significa para você?
Bruno: São João significa muito para mim, eu tenho uma relação muito próxima com esta cidade. Uma cidade acolhedora, por isso nós vemos que os estudantes que vem de fora, eles tem certa dificuldade de voltar para casa depois. Podemos notar que São João Del Rei é uma cidade diferenciada, ela tem um certo sentimento, um clima diferente que abriga muita gente.Então eu acho que isso será um fator negativo, de separação quando eu for para a Alemanha, porque realmente São João Del Rei é uma cidade que a gente sente um clima muito amistoso e de receptividade.


sexta-feira, 9 de maio de 2014

ENTREVISTA - LUCAS MELO

Nome: Lucas do Sacramento Souza Melo
Idade: 18 anos
Cidade atual: Brasília - DF
Cidade Natal: São João Del Rei – MG

Blog: O que te levou a sair da sua cidade natal?
Lucas: A decisão de mudar de cidade surgiu com a proposta de mudar de polo administrativo de meu pai, em 2007 ele recebeu uma proposta interna do Banco do Brasil de se mudar para Brasília e trabalhar na Diretoria do Banco. Como se tratava de uma mudança radical tanto em questão de distância e financeira, decidimos então mudar para Brasília para dar um suporte familiar a meu pai já que a distância seria muito grande, diferentemente de anos anteriores que ele trabalhava em Belo Horizonte e nós morávamos em São João del - Rei.

Blog: Você mora sozinho? Com quem mora?
Lucas: Atualmente não moro sozinho, resido com meus pais e meu irmão.

Blog: Há quanto tempo se mudou sua cidade natal?
Lucas: Mudei de minha cidade fazem 6 anos, completados em janeiro de 2014.

Blog: O que tem na sua cidade atual que você gostaria de ter na sua cidade natal?
Lucas: A minha cidade atual possui uma possibilidade de crescimento financeiro e profissional que não encontro na minha cidade natal. Brasília hoje em dia é uma cidade que de dá um viés de crescimento muito grande, encontro aqui uma visão de vida diferenciada, o profissional aqui precisa ter um pensamento aberto para lidar com questões diferenciadas da vida por a cidade ser constituída de pessoas de diferentes localidades do país. Digo principalmente em minha área de atuação, aqui em Brasília possuo uma qualidade profissional e de participação da área jurídica que não encontro em São João del - Rei por exemplo, tenho contato direto com questões constitucionais voltadas para a política, possuo contato direto com Tribunais de Justiça Superiores que me trazem uma possibilidade de entendimento maior para aquilo que busco de objetivo dento da carreira jurídica. Apesar de São João del - Rei possuir seu polo do Poder Judiciário, é muito visível e perceptível que em Brasília para a minha devida carreira eu tenho uma possibilidade de crescimento muito maior.

Blog: O que da sua cidade natal te faz mais falta? Em que momento você sente/sentiu mais saudade?
Lucas: O que sinto mais falta da minha cidade natal é acerca das questões históricas que a cidade proporciona, encontros religiosos muito forte que não tenho tanto contato em minha cidade atual, principalmente também questões culturais que em São João del - Rei consigo viver intensamente e verificar com mais frequência. Eu senti e sinto mais falta de meus familiares que lá moram, sinto falta de ter aos fins de semana aquele contato direto com minha família e amigos.

Blog: Existe algo na sua cidade natal que você não sente falta?
Lucas: Sinto falta dos eventos culturais da minha cidade natal, como o carnaval da cidade (principalmente porque faço parte de escola de samba da cidade), sinto falta de festividades religiosas, de festividades da culinária local, de encontro entre amigos e até mesmo encontros entre familiares.

Blog: Pensa em voltar para a sua cidade natal? Se sim, quando?
Lucas: Penso sim em voltar para a cidade natal, porém penso em voltar somente quando me aposentar e quero ter uma vida com mais tranquilidade sem muitas responsabilidades, realmente para viver em âmbito de cidade mais tranquila, menos agitada.

Blog: São João del - Rei pra você é...?
Lucas: São João del - Rei para mim é uma cidade muito interessante, tenho um carinho muito grande por lá e não abro mão de todas as férias viajar para lá e pretendo cada vez mais ter laços de relacionamento com a cidade e com as pessoas da cidade. São João del - Rei para mim é uma cidade  que possui qualidades que não encontro em outra cidade, sempre me lembro e recordo de minhas aventuras e alegrias nessa cidade, pretendo sempre estar ligado a ela e assim como meus familiares pretendo encerrar meu ciclo de vida em São João del - Rei por ser uma cidade muito importante para mim.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

BOLINHO DE FEIJÃO

Em São João del - Rei, mantem-se viva a tradição com o tempero do afamado Bolinho de feijão, que está presente em muitos cardápios como tira-gostos servidos nos bares e restaurantes da cidade e região.
A tradição do bolinho na família de Aparecida Mercês começou há mais de 50 anos e é passada de geração em geração. Em entrevista, Aparecida, relatou como essa tradição começou, o preparo Bolinho, que é sucesso na gastronomia sanjoanense.

Blog: Quando começou a história do Bolinho de Feijão?
Resposta: Tudo começou com o tataravô da minha mãe, ele trabalhava com o corte e preparo da madeira. Certa vez, ele foi trabalhar numa fazenda conhecida por São Sebastião da Vitória, localizada na área rural de São João. Aprendeu com os trabalhadores do lugar a comer feijão, que era oferecido como alimento pelos proprietários da fazenda. Por ser “alimento quente”, era bastante comum o feijão causar indigestão. Os empregados passaram então a descasca-lo e tritura-lo, comendo-o frio. Bem alimentados, começaram a engordar, o que causou espanto nos patrões. Nessa fazenda, uma índia chamada Maria José, conhecida por Zezé, por quem fugiu para se cassar às escondidas. Juntos, deram início a minha numerosa família e a tradição foi passando de geração em geração e se mantém viva até hoje.

Blog: Como é o preparo do bolinho?
Resposta: Os grãos são triturados, depois, soprados, de forma que as cascas, aos poucos, sejam retiradas. Em seguida, deve ficar imersos em água, numa vasilha, por 3 horas consecutivas, depois serão novamente lavados para que os vestígios das cascas sejam eliminados de vez. Triturados e lavados, os grãos são colocados sobre a pedra que, nesse momento, será umedecida, manualmente, os grãos são moídos com o auxilio de uma pedra que, com força e ritmo num incessante vai e vem, passa e repassa sobre eles. A massa, de cor branca vai se formando adquirindo, aos poucos uma consistência pastosa. Em seguida a massa é temperada com sal e pimenta a gosto e batida com uma colher para crescer, encorpar e ficar pronta para fritar.

Blog: Quanto tempo se gasta para moer o feijão?
Resposta: Para moer um quilo de feijão, gasto em média uma hora.

Blog: Como é o processo de fritura?
Resposta: O bolinho é frito em quatro dedos de óleo, o fogo deve ser brando. Cuidadosamente, com a borda de uma colher, é tomada uma quantidade de massa, correspondente a um bolinho, que é posta, com a mão bem leve, sobre a gordura fervente. A colher que é colocada a massa não pode ter respingos de óleo, por isso, deve ser usada uma colher para ajuntar a porção da massa e leva-la a panela e um garfo para ajudar no processo de fritura, virando e revirando os bolinhos na panela quente. Com uma escumadeira, os bolinhos são retirados, postos por alguns minutos numa peneira forrada com papel e estão prontos para serem servidos. 

Há a venda da massa, ou os bolinhos já fritos. O sucesso é tamanho, que segundo aparecida, em festas na cidade o Bolinho de feijão tem sido servido como recheio no tradicional pão de queijo, compondo um sanduíche que recebe o nome de “Tejucano”.

Fotos do processo da receita  CLIQUE AQUI.